terça-feira, 21 de maio de 2013

TOP 10 - Filmes superestimados pela internet (2000-2013)

A partir do ano 2000, o uso da internet cresceu exponencialmente em todas as partes do mundo. Junto com isso veio o acesso das pessoas a um número maior de filmes e também a mania de idolatrar demasiadamente algumas obras.

Os filmes que vou postar nesta lista são os que, a meu ver, foram excessivamente elogiados pela internetnos últimos 13 anos, dando a impressão de serem melhor do que são (e em alguns casos dando a impressão de que são bons, quando isso não é verdade).

Antes de qualquer mensagem de ódio que possa chegar a mim, só quero deixar bem claro que filmes superestimados não são exatamente filmes ruins. O Grande Lebowski (The Big Lebowski, 1999) e Laranja Mecânica (A Clockwork Orange, 1971) são exemplos de filmes que são muito, MAS MUITO superestimados e nem por isso são ruins (ambos inclusive estão entre os meus favoritos). Vamos à lista:


10º Os Infiltrados (The Departed, 2006) - dir. Martin Scorsese

 
Resumo: Um policial infiltrado na máfia e um criminoso infiltrado na polícia tentam descobrir a identidade um do outro sem comprometer seus disfarces.

Poucas coisas me irritam como um remake que, por ter o nome de um grande diretor associado, se torna um filme adorado por todos enquanto o original é ignorado. É exatamente isso que que acontece com Os Infiltrados, que é uma refilmagem do excelente Conflitos Internos (Mou Gaan Dou, 2002).

O grande trunfo do remake hollywoodiano foi a escolha dos envolvidos: Martin Scorsese na direção, William Monahan no roteiro, e um elenco recheado de estrelas, como Jack Nicholson, Leonardo Di Caprio, Matt Damon e Mark Wahlberg. E não me entendam mal, pois Os Infiltrados não é um filme ruim, mas também não é infinitamente superior ao original.

E falando em refilmagens superestimadas, vale dizer que o mesmo aconteceu com Os Homens Que Não Amavam As Mulheres (The Girl With The Dragon Tattoo, 2011) de David Fincher, com o adendo de a versão americana ser praticamente uma cópia quadro a quadro da versão original.


9º Argo (2012) - dir. Ben Affleck

 
Resumo: Mostra uma operação de resgate de 6 diplomatas americanos refugiados no Irã durante a Revolução de 1979.

Só escrever sobre esse filme me deixa nervoso. Argo é errado por tantas coisas que o mérito que Ben Affleck teve na direção acaba sendo diminuído. Quando eu assisti ao filme eu cheguei a comentar que gostei e, apesar de não achar memorável, algumas coisas interessantes puderam ser vistas, como os quinze minutos finais, capazes de nos deixar grudados na cadeira.

No entanto, chegou a temporada de premiação americana e começou a bizarrice, com Argo sendo premiado como melhor filme em tudo o que disputou - e o pior, com concorrentes superiores - e uma choradeira enorme por Ben Affleck não ter sido indicado a Melhor Diretor no Oscar.

Espero do fundo do coração que toda essa loucura por Argo desapareça logo, e tenho quase certeza que daqui a 10 anos ninguém vai nem lembrar que esse filme existiu, exceto quando for olhar a lista de premiados no Oscar.

8º Avatar (2009) - dir. James Cameron

 
Resumo: Um militar paraplégico é mandado para Pandora e entra em um dilema sobre cumprir sua missão ou defender o planeta.

Avatar demorou anos para ser filmado, custou uma fortuna e só serviu como demonstração de efeitos especiais. Aliás, só porque é responsável pela maior arrecadação na história do cinema, virou muleta para os defensores dizerem que o filme é bom, mas vale dizer que o dia em que arrecadação for indicadora de bons filmes, Resident Evil virará uma obra prima.
 
7º Donnie Darko (2001) - dir. Richard Kelly

Resumo: Um adolescente é assombrado por visões de um coelho gigante que o instiga a cometer uma série de crimes.

Uma dica para quem quer fazer um filme ser superestimado: coloque adolescentes fazendo merda, pois pelo menos o público jovem será conquistado. Claro que Donnie Darko oferece mais do que isso, mas é impressionante como a rebeldia faz os jovens idolatrarem as coisas. O filme envolve viagens no tempo e acaba sendo cheio de furos, se bem que isso acaba até sendo aceitável em qualquer coisa que envolva esse conceito. 

6º Crepúsculo (Twilight, 2008) - dir. Catherine Hardwicke


Resumo: Uma adolescente coloca sua vida em risco quando se apaixona por um vampiro.
 
Não sei o que é pior em Crepúsculo: vampiros serem ridicularizados ou as fanboys que acham que a Stephenie Meyer é o novo Dostoievski. De todo modo, não posso nem falar mal do filme, pois não tive coragem pra assisti-lo. Mas ele é tão superestimado que se não for pelo menos no nível de Nosferatu (Nosferatu: Eine Symphonie Des Grauens, 1922), já é pra ficar decepcionado.
 
5º Brilho Eterno De Uma Mente Sem Lembranças (Eternal Sunshine Of The Spotless Mind, 2004) - dir. Michel Gondry

Resumo: Um casal passa por um procedimento para apagar as suas lembranças do outro após seu relacionamento passar por uma crise. 

Esse com certeza não é um filme ruim, pois é impossível fazer algo ruim a partir de um roteiro escrito por Charlie Kaufman, por piores que sejam as pessoas envolvidas. Por outro lado, criou-se em volta dessa obra uma incompreensível aura de perfeição. E muita gente acha que o Jim Carrey mostrou que é um bom ator apenas nesse filme, mas em O Show de Truman (The Truman Show, 1998) e O Mundo de Andy (Man On The Moon, 1999), ele já mostrava grande qualidade fora das comédias forçadas.

4º 500 Dias Com Ela (500 Days Of Summer, 2009) - dir. Marc Webb

Resumo: Uma comédia romântica que mostra uma mulher que não acredita no amor e um homem que se apaixona por ela.

Esse tem todos os ingredientes para ser amado pelo resto da existência humana: atores extremamente carismáticos (Joseph Gordon Levitt e Zooey Deschanel), trilha sonora agradável e várias referências à cultura pop. Junte isso a uma boa história de amor e temos um dos filmes mais superestimados da década passada.

3º O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Le Fabuleux Destin D'Amélie Poulain, 2001) - dir. Jean-Pierre Jeunet

Resumo: Amélie é uma menina inocente de Paris. Ao tentar ajudar uma pessoa ela acaba encontrando o amor.

O filme que se tornou o símbolo do “EU CONHEÇO CINEMA EUROPEU”. Com uma história de amor bem incomum, a obra se destacou muito pela sua originalidade, e angariou fãs pelo mundo inteiro. Até hoje é possível encontrar pessoas chorando pelos quatro cantos porque O Fabuloso Destino de Amélie Poulain não ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro (e nenhum dos outros 4 em que foi indicado, se bem que o de fotografia seria merecido).

2º Os Vingadores (The Avengers, 2012) - dir. Joss Whedon
   
Resumo: Nick Fury junta um time de super-heróis para salvar a Terra de Loki e seu exército.

Esse aqui é um caso sério. O que me irritou demais em Os Vingadores foi o uso absurdo de piadas toscas. E quando eu falo absurdo, não estou exagerando, pois a cada momento em que o Tony Stark aparecia em tela, alguma coisa engraçada tinha que acontecer. Isso acabou tirando muito do efeito do filme pra mim, mas não impediu que fosse idolatrado como a obra-prima suprema dos filmes baseados em quadrinhos.
 

1º Juno (2007) - dir. Jason Reitman

Resumo: Após uma gravidez não programada, uma adolescente toma uma decisão incomum em relação ao futuro de seu bebê.

Juno definitivamente merece estar aqui. Todos os romances citados nessa lista tinham alguma coisa original e interessante, mas Juno é uma comédia romântica insossa, com um casal principal (Ellen Page e Michael Cera) que tem menos química do que duas amebas e uma roteirista que só ganhou o Oscar de Melhor Roteiro Original porque assumiu que era uma garota de programa e fez todos ficarem com dó dela (é o único motivo plausível que vejo como desculpa para premiá-la, pois ainda há o agravante de o roteiro plagiar um filme coreano sem dar os devidos créditos). Pior que tudo isso, só o amor que esse filme gerou entre as pessoas.


Menção Honrosa: Qualquer filme do Tim Burton


Não podia faltar o Tim Burton em um post como esse. Todo filme que ele lança acaba sendo idolatrado por usar elementos góticos, o que faz filmes normais como Peixe Grande (Big Fish, 2003) e Sweeney Todd (Sweeney Todd: The Demon Barber Of Fleet Street, 2007) serem tratados como obras primas. Junte esses visuais à parceria que o diretor sempre faz com Johnny Depp e temos filmes assustadoramente superestimados.



19 comentários:

  1. Concordo totalmente com o Tim Burton hu@

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  2. Qual filme coreano Juno plagiou?

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    1. O coreano se chama Jeni, Juno.

      É esse aqui:

      http://www.imdb.com/title/tt0453115/

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  3. Nunca vi "Avatar" e não tenho qualquer vontade de vê-lo também. E ri alto demais no trabalho quando li a primeira frase da crítica do filme "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain".
    Argo melhor filme em tdoas as premiações #chuparodrigo

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    1. Argo é um dos maiores absurdos de todas as premiações =/

      E nem veja Avatar mesmo, vai salvar 3 horinhas da sua vida.

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  4. Eu sugeria ainda alguns filmes para esta lista. É só uma opinião :)
    - Uma Casa na Bruma (2003)
    - A Origem (2010)
    - Memento (2000)
    - Arrasta-me até ao Inferno (2009)
    - Waking Life (2001)
    - Assalto à 13ªEsquadra (1976)
    - Dancer in the Dark (2000)
    - Audition (1999)
    - Cisne Negro (2010)
    - Shining (1980)
    - Blair Witch Project (1999)
    - Estrada Perdida (1997)

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    1. Rapaz, de todos os filmes que você sugeriu, o único que eu concordo é o Assalto À 13ª Esquadra. De resto, gosto bastante de alguns.

      Dancer In The Dark é um filme que me desagrada exatamente pela parte musical. Se não fosse isso, eu consideraria uma obra prima irretocável.

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  5. Li o post todo e não vi embasamento algum nas críticas. Não vi argumentos na maioria dos filmes da lista. Foi meio que querer justificar que um filme é superestimado, simplesmente por achar isso. Apesar de concordar com a escolha de Avatar, Os Vingadores e Crepúsculo para a lista, achei a argumentação rasa.

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  6. concordo com quase tudo, e realmente Donnie Darko é superestimado (e quando assisti nem imaginava que seria) mas sua critica sobre o filme foi genérica, pela época que o filme foi feito e era pra ser desse jeito mesmo com furos e "esquisito" agora depois de fazer sucesso, falar da "receita" e na mesma lista desperdiçar justificativa pra "Os vingadores" e no Donnie Darko balbuciar qualquer coisa, tá de brincadeira

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  7. concordo com quase tudo, e realmente Donnie Darko é superestimado (e quando assisti nem imaginava que seria) mas sua critica sobre o filme foi genérica, pela época que o filme foi feito e era pra ser desse jeito mesmo com furos e "esquisito" agora depois de fazer sucesso, falar da "receita" e na mesma lista desperdiçar justificativa pra "Os vingadores" e no Donnie Darko balbuciar qualquer coisa, tá de brincadeira

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  8. Um filme que é muito superestimado é, sem dúvida, o Nosferatu, provavelmente por ser antigo e ''estranho''. Porém, existem muitos filmes contemporâneos à produção do Nosferatu que são bem melhores, e aposto que muitos desses que vangloriam a produção do Murnau, nem sequer assistiram ao filme.

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    1. Acho o Nosferatu um filme vazio, aliás muito vazio comparado com outros filmes da época como Dr. Mabuse, O Gabinete do Dr. Caligari, Der Müde Tod (A Morte Cansada), Zur Chronik von Grieshuus, etc.

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    2. Acho o Nosferatu um filme vazio, aliás muito vazio comparado com outros filmes da época como Dr. Mabuse, O Gabinete do Dr. Caligari, Der Müde Tod (A Morte Cansada), Zur Chronik von Grieshuus, etc.

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  9. Este comentário foi removido pelo autor.

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  10. Tirando Infiltrados a lista é bem sóbria, ok

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  11. Gostaria de saber quais são os furos de Donnie Darko. Na verdade esta parecendo que vc n entendeu o filme.

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    1. Sem duvida, tim burton é o diretor mais superestimado do seculo, filmes sofriveis, mas com ambientaçao diferente, considerados obras-primas irrerotocaveis. Tão sem sentido como dizer que, Donnie Darko, Amelie, Brilho eterno de uma mente sem lembrancas, infiltrados e 500 dias com ela, sao filmes ruins. Mas voce se supera, quando diz que uma roteirista ganhou um oscar por ser garota de programa... Juno nao é la tao original mesmo, mas enfim... Mande seu roteiro pra hollywood, que m sabe voce nao faz algo melhor, nao é.

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